Faz alguns anos que tenho um site, que é estático, com uma linguagem que só a web-designer domina, com o intuito de divulgar meus livros e possíveis palestras na área de auto-conhecimento.  A menos anos criei meu blog, uma forma de expressar, divulgar e compartilhar vivências, experiências e opiniões.

Hoje em dia todos podem ter um blog. Basta ter vontade e acesso á internet. É como acessar as redes sociais.  Cada um tem e sabe  (ou não) seus motivos de aderir e participar e quando.

Passo dias, semanas por vezes, sem postar nada. E daÍ?  Temos nossas fases: tempo de dizer, tempo de calar; tempo de ouvir, tempo de deixar de ouvir; tempo de correr, tempo de parar; tempo de escrever,  tempo de refletir.

O tempo é meu. O tempo é de cada um. Mais importante que seguir padrões pré-estabelecidos e estabelecer os próprios, dentro do seu tempo. Isso é respeitar a própria natureza.

Escrever por escrever, nessa fase em que estou apenas observando, seria desrespeitar esse tempo fundamental em que preciso apenas calar.

Tudo tem seu tempo debaixo dos céus. Harmonizar esse processo é também comunicar.  Afinal, o verbal é apenas uma ínfima parte do grande todo.

Numa era de excessos de toda ordem, calar cria um vácuo de paz. Um espaço interior onde você reina. Apenas você, no seu tempo. 

Tudo acontece sempre de novo e nunca é o mesmo. Ethel Williams disse isso, e é uma grande verdade.

Todos os dias acordamos e nos deparamos com eventos rotineiros que vivemos ontem, ou assim pensamos. Mas nunca são os mesmos. Parecem iguais, mas não são. Por menor ou imperceptível que  possa parecer, são diferentes.

O que em parte acontece, é  que por comodismo ou hábito, prestamos atenção sempre ás mesmas coisas e nos deixamos levar num automatismo ‘randomizante’, como um disco que toca sempre a mesma faixa.

Sair desse caminho, um sulco já formado no nosso comodismo, requer um esforço e uma intenção consciente de querer fazê-lo.

Como os apelos para captar nossa atenção estão cada vez mais intensos, além de mudar o foco temos que exercitar a capacidade da escolha seletiva. Aí, menos pode ser mais.

Para ter mais qualidade precisamos restringir a quantidade, e para isso é preciso ter discernimento do que é realmente importante para nós. Saber estabelecer prioridades que farão diferença para nossa vida, nossa saúde, o nosso bem-estar.

Atualmente, a nível de informação,  todos fazem um pouco de tudo. A qualidade ficou esmagada e perdida no meio dos excessos. Mais fácil fazer, mais difícil escolher. O processo de comunicação é instantâneo e global. Como tudo, tem os dois lados. É democrático, mas  a ordem de certas coisas não pode ser mexida drasticamente sem lhe tirar a essência e finalidade.

O dia que a colmeia tiver apenas abelhas rainhas, ou ficar sem nenhuma,  deixará de existir. A ordem das coisas terá deixado de existir.

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