ÉPOCA DE ABANDONAR…

images

Já foi dito pelos antigos profetas que tudo tem seu tempo determinado debaixo do céu.

Existe um tempo para tudo. Isso na nossa rotina diária, como na vida como um todo.

Há tempo de juntar, reunir, acumular, guardar, se informar. E vem um tempo em que é preciso esvaziar, se desfazer, abrir mão, abandonar.

Os valores que cultivamos, que atribuímos a cada vivência e cada coisa são referenciais nossos, não são fixos nem universais. Existem as Leis Universais que são imutáveis que regem o Universo e tudo que nele há, mas os valores pessoais são nossos. E são mutáveis, como nossa consciência.

Entramos nessa vida desnudos, pequenos e frágeis, de mãos abanando. Temos um determinado tempo para nos monitorar de coisas, objetos, relações, vivências e conhecimentos que nos aprazem.
Temos uma mente como ferramenta para nos auxiliar a projetar o que queremos e o que achamos importante. Alguns sabem usá-la, outros não. Mas ela está a nosso dispor.

Nos embrenhamos pela nossa existência imaginando, criando, fazendo, (alguns destruindo) e construindo “nosso mundo “. Nos apegamos, amamos, sofremos, choramos, rimos, sonhamos.
Desejamos muito e juntamos muito, seja o que for, alegrias, sofrimentos, coisas.
De repente, num dia qualquer, paramos e achamos tudo demais, importante de menos, e nós ainda aquele ser desnudo diante da vida, frágil e também forte, afinal chegou até aqui sem mapa nem bússola na bagagem. Apenas metendo a cara, arriscando, tentando, vivendo e fazendo, acertando e errando. Mas uma emergência interna pedindo mudanças.

Nos percebemos mais velhos, mais gordos, mais tristes, mais uma porção de coisa, mas também mais sábios. E essa sabedoria vem como uma lente de discernimento, que traz a chance de ver tudo com outros olhos, com outros valores, e a oportunidade de mudar o rumo da nossa conduta com a vida.
É então que vem a época de abandonar! Abandonar tudo que pesa e se arrasta com a gente. Valores, crenças, apegos, relações desgastadas, desejos irrelevantes, coisas inúteis. Época de dar-se conta que abrir mão nem sempre é perder, o que podem parecer perdas podem ser ganhos. As velhas cascas das árvores caem e viram húmus para que novas plantas possam germinar.

Abandonar nossos excessos é um meio de fazer húmus para novos sonhos, mais seletivos, com menos efeitos colaterais.

Anúncios

Opine, participe!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s