Na contramão da vida

 

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Quem de nós , em algum momento, não sentiu vontade de pendurar as chuteiras  e deixar tudo rolar? Crises existenciais fazem parte do nosso crescimento, mas as vezes elas são bem doidas.  Cada um sabe onde aperta o seu calo. E se for mais que um calo?

O ser humano é ator de acontecimentos  diários de todas as ordens. Como diz um ditado popular, cada cabeça uma sentença.

Uma noticia publicada num jornal eletrônico, esta semana, captou mais minha atenção do que outras.

Fiquei intrigada com o que levaria alguém a fazer isso. Trata-se de um homem, jovem ainda, 38 anos, brasileiro mas morando nos Estado Unidos, que simplesmente desceu do seu carro na margem de uma rodovia movimentada e caminhou em direção ao fluxo dos carros, sendo atropelado por um caminhão, arremessado longe, e morto.  Pelo relato tratava-se de um executivo bem sucedido. A manchete do jornal usou a palavra suicídio. Nas redes sociais, quem o conhecia, criticou o uso desse termo, pois na realidade ninguém sabe o que aconteceu. O que faria alguém tomar uma atitude tão drástica contra a sua vida, e ainda envolvendo outros?

Imagina o sentimento do caminhoneiro, que sem culpa acabou sendo o autor da morte desse homem?

Houve quem sugeriu que pode ter sido um ataque cardíaco, quando a pessoa pode entrar num estado de confusão mental e desorientação.  Prefiro também pensar isso.

Difícil imaginar alguém tão desesperado a ponto de querer ser atropelado numa avenida hiper movimentada, de ficar estirado na frente de dezenas de motoristas, deliberadamente, provocando o bloqueio da rodovia. Algo chocante e muito triste.

Espero que ele tenha sido bem acolhido “do outro lado”, como nós costumamos imaginar essa transição, de um estado para outro.    Que esteja em paz.

 

 

 

 

 

 

Flores e Temporais

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     As azaléias estão no auge do seu encanto anunciando a primavera com certa antecedência. Afinal, pelo calendário ainda estamos no inverno. Mas quem disse que a natureza se interessa com nossos protocolos burocráticos?  Ela é dona de si mesma e nos traz aquilo que urge ser expresso.  Da suavidade de suas flores, à fúria de seus temporais. Da brisa refrescante das manhãs ensolaradas, ao rugido assustador dos trovões, rugindo sobre nossas cabeças como explosões de bombas invisíveis.  Do cantar dos pássaros alegrando o dia, ao som pesado da chuva açoitando o solo como um galope selvagem .

     Assim são nossos dias.  Cheios de paradoxos, desafios, encantos, encontros, partidas.  Tudo parte de um Todo Maior.       Viver cada momento, independente do estipulado, mas fiel ao que se apresenta, é aprender com a natureza. Ela abre suas flores sem se importar se alguém as verá ou apreciará.  Simplesmente floresce quando é a hora.  

    E nós?  Conseguimos expressar nosso dom, nossa criatividade, independente dos outros ou das circunstancias? ! Ou tendemos a buscar motivos, justificativas, desculpas, tipo – ninguém vai ligar mesmo, ou – quem vai se importar?    

    Conseguimos fazer o que precisa ser feito e quando?  Ou protelamos, empurramos, embromamos como se não fosse da nossa conta?  Esperamos tanto que a hora passa e a oportunidade perdida nos joga para um canto, aniquilados?

   Não deixe de florescer por temer os temporais. Tudo tem seu tempo determinado debaixo do céu.

 

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