Pode-se avistá-lo de todos os lados, pois ele se situa no alto de um morro rochoso no centro da cidade, no final da Royal Mile. Embora houvesse ocupação humana no local desde o século IX, a estrutura do atual castelo remonta ao século XVI. É uma antiga fortaleza que abriga, entre outras muitas coisas, as jóias da Coroa Escocesa: a coroa (1540), a espada e o cetro, além da Pedra do Destino que era usada na posse dos monarcas escoceses. Faz parte da arquitetura do castelo a Capela de Santa Margarida, em estilo normando. É a edificação mais antiga de Edinburgh (Sec.XII).

O castelo é  uma mini-cidade, com diversas edificações entre seus muros, onde pode-se almoçar, tomar um café ou chá com scones, comprar os famosos maltes escoceses, conhecidos por Whisky, em muitas versões, visitar o museu e comprar na loja, além de jóias e réplicas,  muitas lembranças e artefatos típicos do país.

Edinburgh Castle recebe mais de 1 milhão de visitantes todos os anos, sendo o lugar mais visitado da cidade.

Imagens falam mais que palavras. Dito antigo e tão verdadeiro. A era digital nos propicia usufruir na prática dessa máxima. Nunca foi tão fácil fazer imagens e cada vez com melhor resolução.

Assim aos poucos vou editando algumas das muitas fotos que já fiz em tantas viagens. É a melhor forma de não perder – de vista – as maravilhas vistas. (vale o trocadilho)

Castelo de Warwick – UK

Visitamos este castelo em 2009, eu e o Maximilian. Depois de ler um pouco sobre sua origem, fiquei muito tentada a conhecê-lo.

Locais com mais de mil anos não só fazem parte como tem muitas histórias. Às voltas com invasões constantes, construir fortalezas era a solução encontrada pela maioria dos senhores de poder através dos séculos.

   Os romanos deixaram marcas profundas em terras inglesas, por onde andaram.  Grande parte das cidades medievais tem, ou muros, muralhas,  fontes,  igrejas, ou fortes, com suas características.

  Quando iniciou o colapso do Império Romano, atacado pelos visigodos, por volta do ano 410 , todos os cidadãos romanos foram convocados a retornar para auxiliar na sua defesa. Os que deixaram a Inglaterra nunca mais retornaram.  As terras foram deixadas para os povos Celtas.

Depois entram em cena os saxões, povos europeus, a maioria germânicos, que vinham como mercenários a pedido dos celtas para ajudar na defesa de novas invasões: a dos Wikings.  Como pagamento recebiam terras.  Da junção do povo celta com os saxões, surgem os anglo-saxões e o  reino de Mércia e Wessex.

  O primeiro rei de Wessex,  Alfredo – o Grande, (interessante, meu pai chama Alfredo) e sua filha, Ethelflaeda,  (alguma semelhança???) Lady  of the Mercians e seu irmão Edward , the Elder,  iniciam a construção dos Buhr’s – Burghs ou fortes em meados do século IX a X.  

A linhagem dos Ethel é grande na história anglo-saxã: Ethelred, Ethelwulf, Ethelbert, etc.  Minha imaginação também…  aha!

 Alfred, the Great, foi o único monarca inglês a receber esse título. Ele criou um sistema de Defesa Nacional e finalmente liberta Wessex (antigo reino inglês) do domínio Wiking, e mais tarde unifica os reinos que formariam o Reino Unido.

  Além da construção dos Burh’s, rei Alfredo, o Grande, teve grande influência na área social e educacional, fazendo o Reino prosperar, depois de tantas lutas e invasões.  Seu filho Edward o sucede e dá continuidade a essa política.

  A diferença de um burgh e um castelo era que o primeiro servia como refúgio para toda comunidade em caso de ataques e o castelo  era de uso privado dos seus proprietários.

  A palavra Burhs -ou Burgh, deu origem posteriormente a bury ou borough, final de muitas cidades inglesas, o que significa que lá havia sido erguido um forte.   Isso é apenas um arranhão na  enorme história inglesa e seus castelos.

A estátua do rei Alfredo,  está em Winchester, antiga capital inglesa, no sul da Inglaterra.

King Alfred, The Great

O Castelo, como todos que visito, é lindo.