Hoje é o dia que dedicamos para homenagear seres queridos que se retiraram desse plano e seguiram para outro.

Cada um tem sua maneira de fazê-lo. Uns precisam ir ao cemitério, levar flores, fazer uma oração. Alguns vão aos crematórios, outros nos locais em que as cinzas foram espalhadas. Não importa. O que conta é a intenção.

Eu não necessito mais me prender a lugares específicos, pois acredito na unidade de tudo, na nossa interdependência, e, assim sendo, qualquer lugar que esteja posso enviar paz, luz, amor, bem-estar, aconchego e tudo que sentir vontade, para as pessoas queridas que partilharam partes ou momentos de suas vidas terrenas comigo.

Isso também pode ser feito sempre, mas hoje creio que tem um efeito mais intenso pela egrégora energética que cria, o fato de muitas mentes e corações estarem nessa sintonia.

Que haja PAZ, ALEGRIA, AMOR, ACEITAÇÃO, e tudo o mais que faz a alma se sentir conectada com o TODO PODEROSO, em todos os planos, e hoje, especialmente aos que já estão, como costumamos dizer, “do outro lado”.

Era uma vez uma linda cidade…!

Era uma vez uma linda cidade de origem germânica. Sua arquitetura expressava a origem dos seus primeiros habitantes. Ela foi crescendo, aos poucos se modificando, como é normal em todas as coisas.

Com as pessoas também é assim. Elas nascem de um jeito, em cada ciclo vão se modificando. Mudam física e psicologicamente. Mas a base com que vieram, fica.

Essa linha do tempo é que cria e dá uma identidade, as peculiaridades que as diferenciam de todas as outras.

Com as cidades é assim.  Se hoje vamos visitar castelos, catedrais, centros históricos, em outros países, é exatamente por causa destas peculiaridades que nos contam uma história. As mudanças vão acontecendo em volta, mas o seu começo, a sua origem é preservada. As novas tendências vão se agregando, somando, quase como uma espiral.

Aqui ao nosso redor é bem diferente.

Esta linda cidade de origem alemã,   está perdendo toda sua característica. O meio, a origem, que conta a sua história está desaparecendo. A memória arquitetônica esta sendo demolida, uma a uma . Parece que ninguém se importa.

Que pena!

Quem irá querer um dia, daqui a muitos anos, visitar um centro igual a todos os outros? Uma linha do tempo que foi apagada? Que nem sequer existe mais?

Tem tanta terra ao redor da cidade disponível para deixar as marcas da arquitetura atual, criando novos bairros, então por que não aprender e usar a velha técnica que os países da Europa conhecem tão bem, chamada restauração?

E que em grande parte os mantém economicamente, através do turismo dos milhões de visitantes de todos os cantos da Terra, atraídos justamente por aquilo que foi preservado: a arquitetura.  É ela que conta a história dos povos, juntamente com as diversas artes dos grandes mestres ou dos anônimos. São as expressões de uma época materializadas, sinalizando a linha do tempo e a saga de quem ali viveu.

Teremos uma história para contar?

Ou, quando alguém visitar Santa Cruz do Sul, no futuro, terá que escutar: Era uma vez uma linda cidade de origem germânica….?