Muito para ver…

Londres vista a partir do Observatório Real de Greenwich. Em primeiro plano a Venue em construção onde serão realizadas as provas olímpicas de equitação, atrás da Queen’s House.

Nesta cidade multi-cultural sempre tem o que fazer, ver e onde ir. Destruída por fogo três vezes, atingida por pestes, doenças, guerras com outros povos e conflitos locais, ela sempre se reinventa. Saiu do jugo romano e caiu no dos povos wickings, dos germanos e foi seguindo, até que por volta de 880 o rei Alfredo a libertou.

Londres é isso e um pouco mais. Maior centro financeiro da Europa e um dos três do mundo,   cidade onde mais de 300 idiomas são falados, tem o aeroporto (Heathrow) mais movimentado do Planeta e a maior rede ferroviária subterrânea. Nunca falta opção para nada. Andando e observando esse borbulhar humano, imagino o desafio que o prefeito Boris Johnson ( jornalista) deve enfrentar para manter a ordem desse reino.

Minha experiência nos London Prepares Series, como flash quota reporter no Test Event do Arco Paralímpico, foi sui generis.  Encarar o desafio de entrevistar atletas de diversas partes do mundo no mixed zone ( local onde fica a imprensa e  os atletas passam, logo após competirem) foi, para uma jornalista formada a pouco, portanto não tinha esta experiência, realmente algo único.   Valeu cada esforço dispendido, em todos os sentidos, incluindo o financeiro. E isso foi só uma amostra do que me espera nas Olimpíadas em julho/agosto no Beach Volleyball, no Horse Guards Parade, um dos esportes que mais agradam o público.

Sair da zona de conforto e enfrentar desafios faz bem a alma e auxilia a nos manter alertas.  Quando eu tinha meus vinte e poucos anos isso era “moleza”, aí essas oportunidades praticamente não existiam. Tudo era difícil de acontecer. Hoje os desafios são de outra ordem, mas as oportunidades existem aos milhares. Basta  ‘meter a cara ” e seguir passo a passo o processo.  Neste caso, fazem dois anos, desde a inscrição até a seleção e o evento propriamente dito. Estar lá é realmente, para mim, um acontecimento.

I  London

Diretamente de Londres

                                      Estádio com a torre de observação que está sendo construída ao lado

Estar aqui, em Londres,  é sempre um acontecimento. Um não, milhares.

Hoje fui visitar o View Tube,  local mais próximo que se pode chegar do Olympic Park, local oficial da Olimpíadas de 2012.  Em volta ainda muitas obras, mas o estádio está aparentemente pronto.

Fui fazer uma espécie de reconhecimento de área, pois ano que vem estarei por aqui na época das Olimpíadas.  Estou participando do processo seletivo como games-maker ou voluntária. De um total de 240 mil inscritos serão chamados em torno de 70 mil. Já fui chamada nesta primeira etapa, tendo realizado a entrevista. A próxima etapa será um treinamento de três dias, abril próximo,  aqui em Londres. Estou sendo cotada para atuar no Press Mídia Center.  

Ao lado do parque, em Stratford,  foi um construído um mega centro de compras, o maior da Europa, com  300 lojas, 70 restaurantes, 14 cinemas e o maior cassino do Reino Unido: o Westfield Stratford.  Seu custo foi de 1.4 bilhões de libras. Traduzindo para nosso Real, aproximadamente 3.8 bilhões.

Inaugurou na quinta-feira, dia 15,  fui visitá-lo hoje, dois dias depois. O que havia de gente é indescritível. Só vi tantas pessoas num só local quando estive em Hong-Kong. Como diriam os ingleses, amazing ( incrível). Algumas lojas, nas poucas que entrei, ofereciam balas e champanhe. Lá pelas tantas, saí. Gente demais. Como é comum nas Terras da rainha Elizabeth, chovia.  De manhã um lindo sol, não levei guarda-chuva, de repente chove. É assim.

                                Centro de Londres, tirada do ônibus, acho que não exagerei sobre a multidão nas ruas…

Dei uma circulada pelo Picadidly Circus e pela Oxford e Regent Street, quem não conhece, um dos pontos turísticos locais. Havia tanta ou mais gente que no Shopping de Stratford.  Parecia que a metade do mundo andava por aqui.

Bem, amanhã sigo para o sul,  Southampton. Terra das Docas, onde foram construídos os maiores navios, entre eles, o famoso Titanic, que deixou o porto local rumo a Nova York, em 10 de abril de 1912,  com 2.224 pessoas a bordo.  Naufragou dia 14 de abril, batendo num iceberg,  sobrevivendo  710 pessoas (32%).

O motivo principal de ir para lá, claro,  visitar  meu filho.  Matar a saudade, toda mãe merece.

Por lá acontece esta semana o Boat on Water Show.  Assunto para outro post.

Bem, como diria nossa ‘presidenta’ –  brasileiras e brasileiros,  –  ano que vem estarei nos London Olympic Games 2012. Além de participar como voluntária estarei fazendo trabalhos freela.  Se souberem de meios de comunicação interessados em matérias exclusivas, avisem-me. Ou se alguém precisar de cicerone, why not?

 That’s it. See  you around. Bye bye.