Para onde ?

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Cansado demais? Então pare. É simples assim.

A velocidade das máquinas tecnológicas não é compatível com a nossa.

O homem pode inventá-las, mas não competir com as mesmas, nem segui-las  no mesmo ritmo.

Os dois lados da moeda sempre existirão, é preciso exercitar a escolha consciente de qual deles devemos encarar. O que o mundo tecnológico nos oferece em facilidades, ele nos cobra em tempo e velocidade. Como conciliar?

Somos  apenas humanos!  Os super heróis pertencem aos filmes, jogos e desenhos animados. Mesmo que um sistema ávido por lucros tente nos dizer o contrário.  Lembram do filme Parem o Mundo eu quero descer?  É isso já faz tempo, se isso hoje fosse possível, muitos iriam aproveitar essa parada para pular, tenho certeza.

Mas existem maneiras mais simples de “pular fora”.  Um  turn off dos botões das máquinas que comandamos, a principal nosso querido handy, cel phone, smart phone, ou simplesmente celular. Esse que é o mais próximo, pois nos carrega por todos os lugares que ele quer. Exerça seu poder de escolha, seja você o dominante. Outro é a TV. Essa quer nos arrastar para mais algum lugar ou drama com o qual não temos nada a ver, então por que assistir? Desligue. Notara que conseguirá respirar melhor, dormir melhor e enxergar melhor toda a exuberância da natureza multidiversa que nos cerca.

Simples, não fácil, mas possível.

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O tempo não faz a mínima cerimonia em passar apressado por nós. Não quer nem saber o que ocupa cada um, ele vem e vai, veloz. Nos enganamos achando que temos controle sobre ele. É ele que nos controla. É carrasco quando nos opomos, mas se o deixamos seguir seu curso, ele afrouxa as rédeas da ansiedade com a qual costuma nos dominar, quando existem prazos a cumprir para determinadas tarefas.

Ele está atrelado ao fazer, não ao ser. Uma maneira de neutralizar sua pressão é equilibrar o fazer com o ser. Nem tão lá, nem tão cá.

Quando penso, que neste exato momento acontecem todos os tipos de eventos que existem no Planeta Terra, em algum lugar do mesmo, é muito para suportar, mas se nos atemos ao que está acontecendo conosco, a  coisa muda de figura. Essa é a parcela que nos cabe agora.

Creio que atingir esse estado de equilíbrio, focando na própria prioridade, para a partir dela estabelecer os compromissos pessoais, é que poderá melhorar as relações interpessoais e criar meios de vida mais saudáveis e produtivos, sem ansiedade e estresse.

Neste exato momento poder decidir no que pensar, o que planejar e o que fazer é bastante libertador. Requer foco, sair das armadilhas dos excessos que todos os meios de comunicação oferecem, cada um querendo nos aliciar com seu conteúdo.

Não perder a capacidade de pensar com a própria cabeça é, hoje em dia, um grande feito. Neste exato momento acontece de tudo, mundo afora, mas  dentro, só o que permitimos. Não podemos controlar todas as circunstâncias, mas a maneira que lidamos com elas, sim. E isso faz toda diferença.

Faz alguns anos que tenho um site, que é estático, com uma linguagem que só a web-designer domina, com o intuito de divulgar meus livros e possíveis palestras na área de auto-conhecimento.  A menos anos criei meu blog, uma forma de expressar, divulgar e compartilhar vivências, experiências e opiniões.

Hoje em dia todos podem ter um blog. Basta ter vontade e acesso á internet. É como acessar as redes sociais.  Cada um tem e sabe  (ou não) seus motivos de aderir e participar e quando.

Passo dias, semanas por vezes, sem postar nada. E daÍ?  Temos nossas fases: tempo de dizer, tempo de calar; tempo de ouvir, tempo de deixar de ouvir; tempo de correr, tempo de parar; tempo de escrever,  tempo de refletir.

O tempo é meu. O tempo é de cada um. Mais importante que seguir padrões pré-estabelecidos e estabelecer os próprios, dentro do seu tempo. Isso é respeitar a própria natureza.

Escrever por escrever, nessa fase em que estou apenas observando, seria desrespeitar esse tempo fundamental em que preciso apenas calar.

Tudo tem seu tempo debaixo dos céus. Harmonizar esse processo é também comunicar.  Afinal, o verbal é apenas uma ínfima parte do grande todo.

Numa era de excessos de toda ordem, calar cria um vácuo de paz. Um espaço interior onde você reina. Apenas você, no seu tempo.