O castelo mais romântico da Escócia

Nosso motorista John, com seu Kilt.

Se fosse por aqui, um homem usando saia, dirigindo do lado direito poderia ser estranho. Não em terras escocesas.

Visitar a Escócia já fazia parta a algum tempo dos meus planos. De repente, lá fui eu. Já estava no Reino Unido mesmo, por que não esticar um pouco mais?  A ida de ônibus, 10hs, uau, um pouco cansativo. Mas eu queria conhecer o trajeto. A volta de trem, 4:30h, melhor. Claro que o ônibus é a metade do preço do trem.

Mas é um país, para quem gosta de natureza, lindo. Muitos campos, lavouras e ovelhas – muitas ovelhas – salpicando o verde dos pastos, de branco.

 

 

A imponência das montanhas nas High Lands (terras altas) é algo para nos fazer sentir bem pequenos. São lindas. Muitos lagos também.

Eilean  Donan – que significa ilha Donan, no interior da Escócia, é considerado o castelo mais romântico do país. Procurado para eventos sociais como casamentos e festas é considerado um dos mais fotografados do mundo.  Restaurado no século XX, entre 1912 – 1930 pelo coronel John McRae, (ele data do sec XII) que o resgatou das ruínas e o abriu ao público. Ele se situa no encontro de três lagos ou Lochs, como os escoceses os chamam, e são muitos, nas High Lands, entre as enormes montanhas.

Anos atrás vi esse castelo no jornal O Estado de São Paulo, na Folha de Turismo, quando por lá morava. Achei-o lindíssimo e o pintei a pastel, cujo quadro até hoje está na mina sala se TV. Lembro que na época pensei que algum dia o visitaria. Mas nem lembrava mais do fato. Ao chegar na Escócia e me decidir por um tour nas High Lands, eis que me deparo com ele. Não tive dúvidas, esse seria o meu destino pelo interior daquele montanhoso país, cheio de ovelhas, que incluiu também o Loch Ness, que se estende por 37 quilômetros. Nessie, como chamam o suposto monstro que habita as profundezas do Lago Ness em suas águas escuras, em decorrência de material em decomposição, não apareceu. Mas nem por isso milhares de turistas deixam de visitar o local todos os anos.

Foi muito gratificante visitar  o Eilean Donan, realizar esse desejo, esse sonho de tantos anos. Já mencionei em outras ocasiões que adoro esses castelos medievais impregnados de histórias e memórias.

E ainda tem gente que duvida que tudo começa no pensamento e que sonhos podem se tornar realidade.

Amei conhecer esse país antigo e misterioso regado a malte engarrafado sob o conhecido nome de Scotch ou Whisky, tão apreciado mundo afora.

Uma experiência única

      Parque St. James e  ao fundo o Horse Guards Parade

Fazer parte do maior evento esportivo do Planeta, Os Jogos Olímpicos de Londres 2012, onde estarão reunidos os melhores atletas dos quatro cantos do mundo, será, com certeza, uma experiência única.

Sinto-me privilegiada em poder participar como um dos 70 mil voluntários, e mais ainda, em terras inglesas. É um desafio imenso e excitante ser flash quota repórter numa das dezenas de Venues que serão palco do desempenho dos melhores atletas de cada modalidade.

Imagina que aura de energia cobrirá a cidade nestes dias? Cada atleta, cada treinador, cada jornalista, e todos os milhares de envolvidos para que os Jogos aconteçam, focando no seu melhor?

Será muito brilho, como ouro das medalhas (lindas) que esperam por seus futuros donos.

O rei da valsa no Brasil –

O maestro holandês André Rieu com a orquestra Joahann Strauss, tenores e sopranos, entre as quais, para orgulho nosso, duas brasileiras. Ginásio do Ibirapuera – São Paulo.

Já assisti muitos concertos e apresentações de André Rieu, mas em vídeos e Dvds. A vivo foi a primeira vez, dia 5 de junho em São Paulo.

Conheço sua música a quase uma década, pelas apresentações da Rede Vida de Televisão. Era tão aficcionada e fã, que em 2004 fui até a Holanda para conhecer sua Terra Natal. Não tive sorte, não tinha concertos, haviam chegado do Japão na véspera, mas conheci os estúdios que tinham sido construídos a pouco e a charmosa e antiga cidade, Maastrich,  onde ele nasceu e vive, no sul da Holanda.

Estava a algum tempo tentando assisti-los ao vivo, mas as vezes que fui para Europa eles estavam em outros países. Como finalmente vieram ao Brasil, aproveitei a oportunidade.

É um espetáculo lindo, divertido e prazeroso. Tanto cenicamente, com o figurino lindo que as mulheres usam, que nos remetem ao romantismo e a feminilidade do tempo das valsas de Strauss (e essa é a intenção do maestro e sua orquestra)como pela iluminação e a qualidade do som.

Para quem já vendeu mais de um milhão de discos e viaja todo o mundo, a receita deu mais do que certo. É música clássica, mas adaptada ao gosto mais popular, intermediada com pequenas brincadeiras e humor. O resultado é uma platéia descontraída, alegre e participativa.

Das três sopranos, duas são brasileiras, talentosíssimas. Carla Maffioletti é de Porto Alegre e Carmen Monarcha de São Paulo (nascida no Pará). O que vemos e escutamos nos Dvds é o que vemos no Show, mas tem o sabor da energia direta, da presença física de todos. É diferente.

                    Viva André Rieu e sua orquestra! Parabéns a todos!

Muito para ver…

Londres vista a partir do Observatório Real de Greenwich. Em primeiro plano a Venue em construção onde serão realizadas as provas olímpicas de equitação, atrás da Queen’s House.

Nesta cidade multi-cultural sempre tem o que fazer, ver e onde ir. Destruída por fogo três vezes, atingida por pestes, doenças, guerras com outros povos e conflitos locais, ela sempre se reinventa. Saiu do jugo romano e caiu no dos povos wickings, dos germanos e foi seguindo, até que por volta de 880 o rei Alfredo a libertou.

Londres é isso e um pouco mais. Maior centro financeiro da Europa e um dos três do mundo,   cidade onde mais de 300 idiomas são falados, tem o aeroporto (Heathrow) mais movimentado do Planeta e a maior rede ferroviária subterrânea. Nunca falta opção para nada. Andando e observando esse borbulhar humano, imagino o desafio que o prefeito Boris Johnson ( jornalista) deve enfrentar para manter a ordem desse reino.

Minha experiência nos London Prepares Series, como flash quota reporter no Test Event do Arco Paralímpico, foi sui generis.  Encarar o desafio de entrevistar atletas de diversas partes do mundo no mixed zone ( local onde fica a imprensa e  os atletas passam, logo após competirem) foi, para uma jornalista formada a pouco, portanto não tinha esta experiência, realmente algo único.   Valeu cada esforço dispendido, em todos os sentidos, incluindo o financeiro. E isso foi só uma amostra do que me espera nas Olimpíadas em julho/agosto no Beach Volleyball, no Horse Guards Parade, um dos esportes que mais agradam o público.

Sair da zona de conforto e enfrentar desafios faz bem a alma e auxilia a nos manter alertas.  Quando eu tinha meus vinte e poucos anos isso era “moleza”, aí essas oportunidades praticamente não existiam. Tudo era difícil de acontecer. Hoje os desafios são de outra ordem, mas as oportunidades existem aos milhares. Basta  ‘meter a cara ” e seguir passo a passo o processo.  Neste caso, fazem dois anos, desde a inscrição até a seleção e o evento propriamente dito. Estar lá é realmente, para mim, um acontecimento.

I  London

Era uma vez uma linda cidade…!

Era uma vez uma linda cidade de origem germânica. Sua arquitetura expressava a origem dos seus primeiros habitantes. Ela foi crescendo, aos poucos se modificando, como é normal em todas as coisas.

Com as pessoas também é assim. Elas nascem de um jeito, em cada ciclo vão se modificando. Mudam física e psicologicamente. Mas a base com que vieram, fica.

Essa linha do tempo é que cria e dá uma identidade, as peculiaridades que as diferenciam de todas as outras.

Com as cidades é assim.  Se hoje vamos visitar castelos, catedrais, centros históricos, em outros países, é exatamente por causa destas peculiaridades que nos contam uma história. As mudanças vão acontecendo em volta, mas o seu começo, a sua origem é preservada. As novas tendências vão se agregando, somando, quase como uma espiral.

Aqui ao nosso redor é bem diferente.

Esta linda cidade de origem alemã,   está perdendo toda sua característica. O meio, a origem, que conta a sua história está desaparecendo. A memória arquitetônica esta sendo demolida, uma a uma . Parece que ninguém se importa.

Que pena!

Quem irá querer um dia, daqui a muitos anos, visitar um centro igual a todos os outros? Uma linha do tempo que foi apagada? Que nem sequer existe mais?

Tem tanta terra ao redor da cidade disponível para deixar as marcas da arquitetura atual, criando novos bairros, então por que não aprender e usar a velha técnica que os países da Europa conhecem tão bem, chamada restauração?

E que em grande parte os mantém economicamente, através do turismo dos milhões de visitantes de todos os cantos da Terra, atraídos justamente por aquilo que foi preservado: a arquitetura.  É ela que conta a história dos povos, juntamente com as diversas artes dos grandes mestres ou dos anônimos. São as expressões de uma época materializadas, sinalizando a linha do tempo e a saga de quem ali viveu.

Teremos uma história para contar?

Ou, quando alguém visitar Santa Cruz do Sul, no futuro, terá que escutar: Era uma vez uma linda cidade de origem germânica….?

João Victor e seu cofrinho…

Recebi hoje, da editora da Ulbra, algumas fotos do lançamento do livro infantil O Urso que não queria dançar.

Este simpático menino é João Victor, que veio à Feira do Livro de Porto Alegre, novembro último, acompanhado da mãe e as economias do seu cofrinho de moedas, com as quais comprou alguns livros.

Um deles foi o de minha autoria, o que muito me honrou.

Grande beijo, João Victor, e parabéns pela escolha de investir sua economia em livros! Sábio menino.